Lidos: Os livros de Agosto/Setembro!♥

No começo desse mês não teve ‘lidos‘, porque quis fazer uma resenha especial de ‘O Filho da Natureza’, então ACUMULEI pra contar pra vocês o que achei dos livros que li em agosto e em setembro.

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Baía da Esperança – Jojo Moyes
Editora: Bertrand Brasil
Sinopse:‘Quando Mike Dormer parte de Londres para uma pequena cidade litorânea da Austrália, a fim de impulsionar a construção de um resort de luxo, vislumbra apenas mais um contrato milionário que lhe permita subir outro degrau da escada empresarial. Mas o destino lhe reserva algo diferente. O novo romance de Jojo Moyes é uma proeza cativante, sensível e que toca fundo o coração. Um livro que transporta o leitor para um mundo que ele nunca mais esquecerá.’
O que eu achei: 
Jojo é incrivelmente boa em criar personagens. Sabia disso desde antes de ‘Como Eu Era Antes de Você’, quando li ‘Um Mais Um’.
O que acontece mesmo em ‘Baía da Esperança’ é o complexo dilema das histórias ‘água com açúcar’: é sem graça.
Vejam bem: tem que goste, e eu inclusive (em alguns períodos – lê-se: TPM) me sinto MUITO atraída pelo gênero, aquele livro curtinho que beira o Nicholas Sparks, sabem?
Mas nesse caso, esperava mais.
A união de uma ambientação primorosamente bem descrita com personagens fortes e bem construídos, mereciam uma trama viva, com reviravoltas emocionantes dessas que enganam nossos juvenis corações, mas o desenrolar deixa a desejar porque não traz nenhuma surpresa. Fica tranquila do começo ao fim e mesmo cumprindo a proposta (e com narrações interessantes), ao final ficamos com a (péssima) sensação de que o livro poderia ter sido deixado na prateleira mais baixa da estante.
Uma leitura totalmente esquecível.

Sobre a Escrita – A Arte em Memórias – Stephen King
Editora: Suma De Letras
Sinopse: ‘Eleito pela Time Magazine um dos 100 melhores livros de não ficção de todos os tempose vencedor dos prêmios BRAM STOKER e LOCUS na categoria Melhor Não Ficção, Sobre a escrita — A arte em memórias é uma obra extraordinária de um dos autores mais bem-sucedidos de todos os tempos, uma verdadeira aula sobre a arte das letras.
O livro também não deixa de lado as memórias e experiências do mestre do terror: desde a infância até o batalhado início da carreira literária, o alcoolismo, o acidente quase fatal em 1999 e como a vontade de escrever e de viver ajudou em sua recuperação. Com uma visão prática e interessante da profissão de escritor, incluindo as ferramentas básicas que todo aspirante a autor deve possuir, Stephen King baseia seus conselhos em memórias vívidas da infância e nas experiências do início da carreira: os livros e filmes que o influenciaram na juventude; seu processo criativo de transformar uma nova ideia em um novo livro; os acontecimentos que inspiraram seu primeiro sucesso: Carrie, a estranha. Pela primeira vez, eis uma autobiografia íntima, um retrato da vida familiar de King.’
O que eu achei: 
O livro que reúne memórias de Stephen com sutis dicas de escrita é fundamental pra quem quer escrever. E pra quem gosta de ler. E pra todo mundo. Ele é tipo ‘1984’: TEM QUE LER.
Além de ser engraçado, traz uma carga pessoal e conta uma história mesmo.
Fiquei fã do autor depois.

Anna e o Beijo Francês – Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Sinopse: ‘“Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Amélie e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo também, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois. Napoleão, Maria Antonieta e vários reis chamados Louis. Também não estou certa do que eles fizeram, mas acho que tem alguma coisa a ver com a Revolução Francesa, que tem algo a ver com o Dia da Bastilha. O museu de arte chama-se Louvre, tem o formato de uma pirâmide, e a Mona Lisa vive lá junto com a estátua da mulher sem braços. E tem cafés e bistrôs — ou qualquer nome que eles dão a estes — em cada esquina… Não é que eu seja ingrata, quero dizer, é Paris. A Cidade Luz! A cidade mais romântica do mundo.” Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris, já que seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu enviá-la para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, uma melhor amiga fiel e um namoro prestes a acontecer. Mas, ao chegar a Paris, Anna conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito. Só que Etiénne, além de tudo, tem uma namorada… Anna e Etiénne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas. Será que um ano inteiro de desencontros em Paris terminará com o esperado beijo francês? Ou certas coisas simplesmente não estão destinadas a acontecer?’
O que eu achei:  
Quem em indicou esse livro foi a Mari do ‘Mulher Pequena’ e preciso dizer que já sabia que se tratava de um romancinho só por ter sido indicação dela.
Achei a ideia central do livro muito boa. Contar a história de uma adolescente que vai conhecer um país totalmente novo é muito legal, mas acaba que a trama se perde um pouco.
No fim do primeiro terço do livro, a história ficou infantilizada demais pro meu gosto, com a protagonista soando mimada e vazia, o antagonista rebelde sem causa e toda a situação extraordinária demais para a vida de adolescentes em Paris.
Claro que não pude fechar os olhos para alguns assuntos abordados no decorrer do livro que chamaram a atenção por serem sérios e trazidos a tona como reflexão mesmo, uma parte muito interessante da história.
Ainda assim, o livro é entretenimento puro e ganhou da autora um spin-off intitulado ‘Isla e o Felizes Para Sempre’.

Os 13 Porquês – Jay Asher
Editora: Ática
Sinopse: ‘Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker – uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.’
O que eu achei: Depois de todo o ‘zum zum zum’ sobre Selena Gomez ter interesse em produzir e interpretar a versão do livro para os cinemas (ou seria para um filme para TV?), fiquei muito curiosa sobre a trama.
A escolha da temática do livro é muito boa. Tratar de suicídio com uma linguagem jovem e com uma visão tão real do que podem se tornar motivos para tal (auto-afirmação, bullying, depressão, ansiedade, falta de confiança) é realmente uma árdua tarefa cumprida com maestria pelo autor.
Acontece que os personagens não trazem confiança. O protagonista e sua antagonista não passam empatia, não transmitem com clareza as mensagens e isso faz com que o livro termine pesado.
Ainda tive um SUPER problema de tradução e diagramação (alô, ‘Lê Livros’) com a edição que li.

Joyland – Stephen King
Editora: Suma de Letras
Sinopse: ‘Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria. O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.’
O que eu achei: Que livro incrível!
A história é envolvente, dessas que não dá vontade de parar de ler!
Bem contada e ambientada em duas situações que eu amo (décadas atrás e parque de diversões ♥), ainda conta com um protagonista muito carismático e com antagonistas tão bons quanto.
A história é simples, sabem? Não tem grandes efeitos e, talvez por isso, tenha me surpreendido tanto positivamente.

*

Me conta nos comentários se você já leu ou ficou com vontade de ler algum livro desses!
beijos♥

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18 comentários sobre “Lidos: Os livros de Agosto/Setembro!♥

  1. Nossa todo mundo fala bem de “Os 13 Porquês”, mas uma boa tradução faz toda a diferença.

    Sobre os livros da Stephanie Perkins, além de Anna e o Beijo Francês, ainda tem o Lola e o Garoto da Casa ao Lado e o depois o Isla e o Felizes para Sempre. Particularmente, prefiro o livro da Isla ♡♡

    Curtido por 1 pessoa

  2. Adorei!
    Desses que você citou eu só li “Os 13 Porquês”. Confesso que de início o livro não me prendeu muito, mas, no desenrolar da história, pasme, eu me apeguei muito à Hannah, mesmo ela já estando morta. Achei muito interessante a forma como o autor decidiu contar a história. No fim, eu gostei bastante. <3

    Curtido por 1 pessoa

  3. […] Sobre a Escrita – Stephen King Sinopse: ‘Eleito pela Time Magazine um dos 100 melhores livros de não ficção de todos os tempos e vencedor dos prêmios BRAM STOKER e LOCUS na categoria Melhor Não Ficção, Sobre a escrita — A arte em memórias é uma obra extraordinária de um dos autores mais bem-sucedidos de todos os tempos, uma verdadeira aula sobre a arte das letras. O livro também não deixa de lado as memórias e experiências do mestre do terror: desde a infância até o batalhado início da carreira literária, o alcoolismo, o acidente quase fatal em 1999 e como a vontade de escrever e de viver ajudou em sua recuperação. Com uma visão prática e interessante da profissão de escritor, incluindo as ferramentas básicas que todo aspirante a autor deve possuir, Stephen King baseia seus conselhos em memórias vívidas da infância e nas experiências do início da carreira: os livros e filmes que o influenciaram na juventude; seu processo criativo de transformar uma nova ideia em um novo livro; os acontecimentos que inspiraram seu primeiro sucesso: Carrie, a estranha. Pela primeira vez, eis uma autobiografia íntima, um retrato da vida familiar de King.’ Minha Resenha […]

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