Quem é vivo, ás vezes (des) aparece.

Fiquei afim de fazer um ~textão~ aqui principalmente depois de ler essa belezura aqui da Rafa.
LEIAM!

Já tem um tempo que me sinto, como vou dizer? Presa na minha própria vida. Parece loucura, eu sei, mas é tão real, que sinto que é quase palpável.
Essa canseira da rotina pode ter origem em muitos aspectos da minha vida, o que é muito estranho, porque todas as metas que coloquei para o inicio de 2015 no final de 2014, estão sendo realizadas com sucesso.
Acontece que, falta alguma coisa sabe?!

Achei que depois de ficar dias sem conseguir dormir de tanto pensar, ler algumas coisas, procrastinar (\o/), me dedicar a assistir séries, filmes, programas aleatórios e sem nenhuma continuidade, conseguiria finalmente detectar o porque de me sentir assim, o que me falta para uma felicidade completa nas minhas realizações, e ainda assim, nada.

As vezes questiono se não é um desânimo gerado naturalmente por colocar tanta expectativa nas pessoas, ou no trabalho, ou nas coisas que quero (e trabalho) para quem deem certo e de repente, não dão.
Sempre acho que é culpa do que não posso controlar, mas será que é mesmo?!

O trânsito caótico, o ‘depois a gente combina‘, o ‘não quero ouvir você falar sobre isso‘, o ‘sua opinião não importa‘, a falta de interesse das pessoas nas pessoas, a falta de zelo diante de coisas tão importantes e fundamentais para o mundo continuar sendo mundo… Tudo isso são só mais alguns complementos do desânimo que me assola e que me motiva cada vez mais a me esconder.

Essa pressão por sermos/estarmos felizes, por vivermos imerso no ‘carpe diem‘ (UHUL VAMO VIVE! UHUL TODO MUNDO FELIZ!), um dia depois do outro como se não houvesse mais um a nossa frente e mais tantos para trás, essa mania que temos de nos cobrarmos tanto para tanta gente. TEMOS que ser felizes, TEMOS que ser felizes, TEMOS que ser felizes.
Temos que estar bem porque estamos bem então, temos que estar bem.
Um grande ciclo de culpa → felicidade momentânea → capitalismo → falta de dedicação → culpa → felicidade momentânea → capitalismo → falta de dedicação → e assim por diante, eternamente, exatamente como num grande organograma chamado VIDA.

Vou usar o final do texto da Rafa, para terminar com esse também:

Será que a perdição é o viver não vivendo e o ser não sendo ou será a minha salvação eu me esquecer de tudo isso?


(coloquei essa música aqui no final só porque gosto DEMAIS dela e achei que ela tinha a ver com o ~mood~ do post♥)

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5 comentários sobre “Quem é vivo, ás vezes (des) aparece.

  1. Já fiz muitos questionamentos parecidos… Tendo em vista que cada pessoa é de uma forma e vive (ou sobrevive) de maneiras diferentes, pensei em mim para tentar chegar a uma conclusão sobre toda essa pressão de ser feliz e decidi não deixar me abalar por ela, mesmo.
    No meu entendimento, felicidade não é o estado natural do ser humano. Felicidade é momento, assim como a tristeza. Há momentos muito felizes e momentos muito tristes… Às vezes mais longos, às vezes mais curtos. Mas, são momentos, apenas.
    Não estar feliz o tempo todo não significa estar triste e pensar nisso me tirou um baita peso dos ombros a ponto de eu quase nunca me incomodar com essa cobrança por uma vida de foto de rede social, rs

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  2. Amor como já dizia Osho: “Deixe-me repetir: viver consiste apenas nessas coisas que não têm nenhuma razão, que não têm absolutamente nenhum significado – no sentido de que não têm nenhum objetivo, de que elas não o conduzem a lugar nenhum de que você não vai obter nada delas.
    Em outras palavras, viver é importante em si. Os meios e os fins estão juntos, não separados.” 🙏😘😉

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